Em 22 de junho de 1930 nasceu o Jockey Club de Pelotas, idealizado por entusiastas do turfe que formalizaram a Associação Jockey Club de Pelotas. Tratava-se de uma sociedade de natureza civil; à frente do projeto estava o coronel Zeferino Costa Filho, voltada ao aprimoramento do puro-sangue inglês (PSI). A constituição ocorreu em assembleia nos salões do Clube Comercial, sob a presidência de Joaquim Francisco Assis Brasil, que discursou para o público sobre os benefícios sociais, morais, culturais e esportivos ligados à criação de equinos.
Dois anos depois, em 22 de junho de 1932, elegeu-se a segunda diretoria, chefiada pelo médico José Inácio do Amaral. Ele demarcou as pistas, nivelou o terreno e deu início à obra do hipódromo; em 19 de setembro de 1933 lançou a pedra fundamental do pavilhão do JCP. Nesse intervalo realizaram-se as carreiras rasas, oficializadas posteriormente com o apoio do coronel Zeferino Costa.
Em junho de 1934 assumiu nova diretoria, encabeçada pelo cirurgião Ariano Requião de Carvalho. Sob sua gestão implantaram-se os páreos clássicos e ergueu-se o pavilhão central, inaugurado em dezembro daquele ano. Em março de 1936 estreou o Grande Prêmio Princesa do Sul, com premiação de 20 mil réis ao primeiro colocado — prova que alcançou repercussão tamanha que bateu recordes de apostas no Rio Grande do Sul. Nos anos de ouro, o clube chegou a reunir cerca de 1,2 mil sócios; o Grande Prêmio Princesa consolidou-se como a corrida mais tradicional do interior do Estado, com público médio de cerca de 15 mil espectadores por edição.